Não há dúvida de que um dos maiores problemas sociais que enfrentamos hoje é a questão da poluição sonora, mais especificamente o barulho de vizinho ou de vizinhos.
Criou-se uma cultura - equivocada e lamentável - de que as pessoas pra viver em sociedade têm que aceitar que outras possam fazer barulho à vontade e, se você não aceita, você é uma pessoa antissocial.
Será?
O pior é que a grande mídia acaba influenciando e colaborando para isto, dando ênfase positiva em festas de famosos ou grandes eventos destes que, lamentavelmente, afetam os seus vizinhos.
Estes vizinhos ainda acabam sendo mal-vistos porque NÃO ACEITAM que um famoso possa fazer sua festa particular e incomodar um quarteirão inteiro, senão quando o barulho não vai mais longe.
Um exemplo claro foi quando o DJ Alok, entediado com a monotonia de não poder faz seus shows em 2020, resolveu fazer uma live na sacada de seu apartamento de luxo e incomodar centenas de pessoas vizinhas.
Obviamente houve várias reclamações e a reação de mídia foi de ridicularizar as pessoas que não aceitavam a tal live, colocando-as à margem de um momento "épico" promovido pelo citado DJ Alok.
Por isto, que venho frisando que o maior desafio da sociedade, para que esta se torna civilizada, onde haja respeito entre as pessoas, um mínimo de empatia, é que ocorra uma mudança cultural e de paradigma.
Nosso atual modelo de convivência urbana é das pessoas que reclamam contra o barulho serem tratadas como chatas, mal-amadas ou antissociais, conquanto as pessoas que fazem barulho são as descoladas, as legais e as que sabem viver a vida.
Uma mudança de cultura somente seria possível se houvesse um apoio midiático e campanhas governamentais, bem como um drástico endurecimento de legislação e, principalmente, se fiscalização contra aqueles que fazem barulho e não respeitam os vizinhos que precisam e tem o mínimo direito de viver com dignidade dentro de suas próprias residências (art. 1º, III, Constituição Federal).
Por isto, te convido a fazer parte desta luta: não aceite que a imprensa vanglorie barulhentos e não aceite que a administração pública e seus servidores sejam coniventes com o barulho.
Esta luta não é minha, de fulano ou de ciclano: tem que ser de toda a sociedade.
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